41% das empresas já digitalizam os processos financeiros

Segundo a Crédito y Caución e Iberinform, 65% das empresas portuguesas consideram que a digitalização financeira deveria ser uma prioridade na sua estratégia.

A transformação digital converteu-se numa das principais prioridades do tecido empresarial no mundo pós-pandemia. De acordo com o inquérito de Outono do Estudo de Gestão de Risco de Crédito em Portugal, promovido pela Crédito y Caución e pela Iberinform, 41% das empresas portuguesas estão a digitalizar os seus processos financeiros e uns adicionais 24% consideram que esta deveria estar entre as suas prioridades estratégicas. As necessidades impostas pelo teletrabalho aceleraram esta tendência, modificando a forma de organizar muitos modelos de negócio.

A função financeira é uma das áreas que mais depende do papel e da execução manual de processos. Especialmente entre as pequenas e médias empresas (PME), o confinamento representou para muitas delas a impossibilidade de acederem aos seus sistemas de contabilidade por não estarem na Cloud. Embora se tenham registado grandes avanços na emissão de facturas em formato digital, a prática habitual continua a ser a gestão de facturas e despesas através do correio electrónico ou através de suportes físicos, com sistemas de aprovação manual e controlo através de folhas de cálculo.

O estudo sublinha que “a falta de transformação digital faz com que o acesso à informação seja mais lento, abrandando também as decisões empresariais e dificultando a sua planificação”. Acrescenta que “a digitalização agiliza processos e permite a robotização de operações mecânicas, o que gera maior eficiência, menos custos e um melhor aproveitamento dos recursos humanos dedicados a tarefas analíticas e prospectivas de maior valor acrescentado”.