Biotecnologia cresceu 33% em Portugal nos últimos 10 anos

O número de empresas activas em Portugal, dedicadas a investigação e desenvolvimento em biotecnologia como actividade principal, chegou em 2019 a 98 empresas.
Foto: Unsplash
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on telegram
Share on whatsapp
Share on email

O número de empresas activas em Portugal, dedicadas a investigação e desenvolvimento em biotecnologia como actividade principal, chegou em 2019 a 98 empresas, contando com mais de 600 trabalhadores. Estas são algumas das conclusões do novo estudo lançado pela Associação Portuguesa de Bioindústria (P-BIO).

O estudo “Portugal Biotech: tendências, oportunidades e desafios no sector da biotecnologia em Portugal” foca-se nas empresas que desenvolvem como actividade principal I&D e inovação na área da biotecnologia em Portugal e revela que, de 2011 a 2019, o volume de negócios deste tipo de empresas aumentou 33%.

As exportações do sector representam mais de 60% do volume de negócios para 53% das empresas analisadas.

Em Portugal, a biotecnologia ocupa o 5º lugar nas 35 classificações tecnológicas relativas a publicações de patentes. Mais de 80% de todas as patentes publicadas pelas empresas portuguesas de biotecnologia teve lugar nos últimos dez anos. “Em Portugal, o sector tem uma dimensão relativamente pequena”, mas o número de patentes está “acima daquilo que seria esperado para a sua dimensão, o que é um aspeto positivo”, segundo João Cerejeira, coordenador científico do estudo. Contudo, “grande parte do investimento é feito, em cerca de um terço dos casos, com recurso a fundos próprios”.

O estudo aponta também para alguns entraves para o crescimento das empresas, como o acesso ao financiamento, a falta de investidores privados, a dimensão do mercado, as questões regulamentares e o subdesenvolvimento do ecossistema biotecnológico.

Este é um sector com equipas altamente qualificadas, em que cerca de 86% possui, pelo menos, uma licenciatura. 59% dos colaboradores são mulheres e a idade média dos colaboradores é inferior à média nacional: 51% tem menos de 35 anos de idade, em comparação com 32% a nível nacional.

O estudo foi desenvolvido no âmbito do BioData.pt, a infraestrutura portuguesa de dados biológicos, e resulta de uma análise mais ampla e completa de um primeiro estudo sobre a Indústria Portuguesa da Biotecnologia, lançado pela P-BIO em 2016.

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on telegram
Share on whatsapp

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

DESTAQUES

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

ÚLTIMAS

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE