Fim dos motores a combustão coloca 500.000 empregos em risco

A Comissão Europeia tem vindo este ano a apontar que pretende proibir a venda de automóveis com motores a combustão no espaço comunitário a partir de 2035.

Os fabricantes europeus de automóveis alertam que, se a venda de carros com motores a combustão for mesmo proibida a partir de 2035, como está a ser equacionado pela Comissão Europeia, pode colocar em risco cerca de 500.000 postos de trabalho no sector.

A Comissão Europeia tem vindo este ano a apontar que pretende proibir a venda de automóveis com motores a gasolina e a gasóleo a partir de 2035, com o objectivo de eliminar a totalidade das emissões de CO2 dos automóveis novos até essa data.

As empresas do sector estão preocupadas com este objectivo do executivo comunitário, uma vez que existem empresas e profissionais especializados no fabrico de componentes para automóveis com motores a combustão e que vão ficar sem trabalho com a extinção deste segmento.

Por outro lado, um estudo recente da PwC mostrou que podem vir a ser criados ou reconvertidos 226.000 postos de trabalho no fabrico de peças para automóveis eléctricos, o que reduziria as perdas de postos de trabalho para cerca de 275.000 durante as próximas décadas.