Insolvências em Portugal caem 2,9% face a Novembro de 2020

As insolvências em Portugal caíram 2,9% até Novembro face a 2020. Já a criação de empresas manteve a tendência de crescimento que supera ligeiramente os 9%.
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As insolvências estão 2,9% abaixo do valor registado em igual período do ano passado, com um acumulado de 4.486 insolvências, menos 136 que em 2020, segundo os dados divulgados esta sexta-feira pela Crédito y Caución e Iberinform.

No mês de Novembro foram apuradas 490 insolvências, menos 18 que em igual período do ano passado (-3,5%). Contudo, este foi o segundo mês de 2021 com maior número de insolvências atrás de Setembro que alcançou as 522.

Por tipologia, é de destacar a descida de 1,9% no número de declarações de insolvência requeridas por terceiros que até ao final de Novembro ascendia a 847 acções, menos 16 que em 2020. As declarações de insolvência apresentadas pelas próprias empresas baixaram 16,5% face a 2020, com uma queda de 1.038 para 867. Os planos de insolvência aumentaram de 40 para 47 (+17,5%). Quantos às insolvências decretadas houve um aumento de 2.681 em 2020 para 2.716 em 2021 (+1,3%).

Porto (1.124) e Lisboa (1.044) são os distritos com mais insolvências. Face a 2020, verifica-se um aumento de 12,7% em Lisboa e uma diminuição de 5,4% no Porto.

Além da cidade invicta, os restantes distritos com decréscimo nas insolvências são: Bragança (-59,5%); Horta (-50%); Faro (-33,6%); Beja (-29%); Madeira (-18,2%); Angra do Heroísmo (-15,8%); Santarém (-15%); Leiria (-14,4%); Évora (-11,6%); Viana do Castelo (-11,4%); Aveiro (-8,1%) e Braga (-5%). A par de Lisboa, mais sete distritos têm crescimentos: Portalegre (24%); Setúbal (19,7%); Guarda (16,7%); Ponta Delgada (12,1%); Castelo Branco (10,6%); Vila Real (6%) e Coimbra (5,7%).

Os sectores com maiores aumentos nas insolvências até ao final de Novembro são: Indústria Extractiva (50%); Eletricidade, Gás, Água (25%); Telecomunicações (12,5%); Hotelaria e Restauração (11,2%) e Construção e Obras Públicas (9,2%). Com sinal negativo destacam-se: Transportes (-14,9%); Comércio a Retalho (-12,2%); Indústria Transformadora (-10,2%); Comércio por Grosso (-5,6%); Agricultura, Caça e Pesca (-3.5%); Comércio de Veículos (-0,6%) e Outros Serviços (-0,8%).

Constituições com crescimento acumulado a ultrapassar os 9%

As constituições aumentaram de 3.025 em Novembro de 2020 para 3.374 em Novembro desta ano, mais 349 empresas criadas face ao ano passado, o que corresponde a um crescimento de 11,5%. Em termos acumulados verifica-se um aumento de 9,1% face a igual período de 2020, com um total de 37.990 novas empresas criadas em Portugal em 2021.

Lisboa com 12.108 empresas (+9,9% que em 2020) e o Porto com 6.685 empresas (+7,9%), preenchem o pódio das constituições que fica completo com o distrito de Braga com 3.000 constituições (+9,1% face a 2020).

A lista dos maiores aumentos na criação de novas empresas inclui ainda: Horta (+54,7%); Madeira (+40,8%); Setúbal (+19,1%); Bragança (+18,5%); Viana do Castelo (+18,2%); Ponta Delgada (+17,3%); Angra do Heroísmo (+13%); Leiria (+11,9%); Santarém (+7,6%); Viseu (+ 4,9%); Faro (+4,5%); Aveiro (+4,2%); Évora (+1,7%) e Guarda (+0,3%). Os distritos com variação negativa são: Beja (-7,4%); Vila Real (-6,9%); Coimbra (-4%); Castelo Branco (-3,2%) e Portalegre (-0,4%).

Os sectores que apresentam uma variação positiva na constituição de novas empresas são: Indústria Extractiva (+35,7%); Construção e Obras Públicas (+15,5%); Outros Serviços (+13,5%); Comércio a Retalho (+12,1%); Agricultura, Caça e Pesca (+10,7%); Indústria Transformação (+3,5%) e Hotelaria e Restauração (+1,9%). Com variação negativa surgem os setores das Telecomunicações (-9,8%), da Eletricidade, Gás, Água (-9,4%), do Comércio por Grosso (-4,8%), Comércio de Veículos (-4,5%) e, finalmente, o sector dos Transportes (-2,5%).

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