Sobrevivência de 13% das empresas ameaçada pela morosidade

O Estudo de Risco de Crédito (Crédito y Caución e Iberinform), indica que 66% das empresas sofrem impactos negativos com a morosidade de pagamentos de clientes.

O Estudo de Risco de Crédito elaborado pela Crédito y Caución e Iberinform, divulgado esta quinta-feira, indica que 66% das empresas sofrem impactos negativos da morosidade e 13% afirmam que correm o risco de encerrar devido ao impacto do incumprimento dos clientes.

O inquérito de Outono mostra ainda que 41% das empresas portuguesas registam um aumento dos custos financeiros provocado pela morosidade, 35% sentem-se obrigadas a limitar os seus novos investimentos e 32% vêem-se impedidas de expandir a sua actividade comercial.

Crédito y Caución: “A falta de controlo sobre a morosidade é um risco para a actividade das empresas.

O incumprimento de pagamentos acordados gera graves problemas de liquidez numa situação como a actual e é especialmente desestabilizador na operação das empresas de menor dimensão. A perda originada pelo incumprimento de uma venda a crédito equivale aos custos de produção do produto. Quanto mais reduzida for a margem de lucro da empresa, maior será o impacto do incumprimento na medida em que se torna necessário multiplicar o número de vendas com clientes solventes para compensar essa perda. Se uma sociedade com uma margem comercial de 10% sofre um incumprimento de 10.000 euros, terá de gerar novos negócios no valor de 100.000 euros para compensar o impacto dos 9.000 euros de custos de produção.