Vendas no comércio de grande dimensão subiram 2,9% em 2020

O Comércio a retalho registou a menor redução do volume de negócios em 2020 (-3,6% face a 2019). O pessoal ao serviço diminuiu 1,2%, segundo os dados do INE.

Em 2020, o sector do Comércio foi fortemente penalizado pela pandemia de Covid-19, registando decréscimos nos principais indicadores económicos, embora ligeiramente menos acentuados face ao conjunto do sector empresarial não financeiro, de acordo com os dados divulgados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística.

No ano passado, o sector do Comércio contava com 218.900 empresas e 803.700 pessoas ao serviço, o correspondente a uma queda de 0,6% face a 2019.

O volume de negócios do sector do Comércio totalizou 141.200 milhões de euros, no que se traduz numa quebra de 6,5% face a 2019.

O Comércio automóvel registou o decréscimo mais acentuado no volume de negócios, com -16,2% em comparação com 2019.

O Comércio a retalho registou a menor redução do volume de negócios (-3,6% face a 2019). O pessoal ao serviço diminuiu 1,2%. Contudo, a evolução foi muito heterogénea nesta actividade, salientando-se o aumento de 58,8% no volume de negócios da actividade de “Comércio a retalho não efetuado em estabelecimentos, bancas, feiras ou unidades móveis de venda”, que inclui formas de venda tais como vendas on-line, vendas por telefone, vendas porta-a-porta, entre outras.

Segundo o INE, em 2020, as vendas nas Unidades Comerciais de Dimensão Relevante cresceram 2,9% no retalho alimentar e diminuíram 18,8% no retalho não alimentar. Apesar do contexto de pandemia, em 2020 o número total de estabelecimentos aumentou 1,4%, com especial incidência no segmento do retalho não alimentar, com um crescimento de 2,1% face ao ano anterior. A venda de produtos de marca própria nas unidades de retalho alimentar representou 38,0% das vendas globais, correspondendo a um acréscimo anual de 10,6%.